
O Conde de Monte Cristo
Reviews

Como disse na primeira parte, não envelheceu muito bem. Continua a ser um livro de aventuras que pode atrair os mais novos, mas para isso os filmes entretanto feitos servirão melhor, porque puderam editar o que Dumas não foi editar. O livro nasceu de um seriado que se prolongou excessivamente, são vários os capítulos que servem de mero enchimento, e nota-se que a estrutura vai perdendo em densidade e coerência. Por outro lado, apesar de ser uma obra simples, apresenta em vários momentos dificuldades aos leitores por fazer entrar demasiados personagens, e nem sempre saber criar as necessárias condições de redundância para recordar personagens há muito esquecidos pelo enredo. No final a vingança teve resposta, e isso foi o que mais gostei, pelo receio que tinha sempre que lia resenhas sobre o livro. Ou seja, Monte Cristo realmente procura a vingança, mas a vingança apesar de se servir fria não é a última palavra de Monte Cristo, o mundo é mais do que vingança, e sem dúvida que isso foi aquilo que garantiu a Dumas a eternização da obra no cânone literário. A vingança garantiu a aventura, mas Dantés transformado em Conde Monte Cristo, volta para ser novamente Dantés, um homem transformado.


